Consumo de Alimentos Congelados no Brasil

O mercado consumidor de alimentos congelados no Brasil apresenta demanda fortificada e crescente, tendo por base a característica de praticidade destes produtos, que já vêm cortados, limpos e pré-cozidos, bastando apenas fritá-los ou aquecê-los para consumi-los.

O Brasil é o país com o maior número de consumidores de alimentos congelados da América Latina. Atualmente, cerca de 61% dos brasileiros preferem a praticidade das refeições prontas congeladas. Entre a preferência nacional estão as marmitas congeladas e os menus prontos. Além disso, muitas marcas grandes do mercado passaram a reduzir o sódio e a gordura dos seus produtos, para atraírem mais clientes e potenciais consumidores.

Comidas saudáveis, refeições prontas e comidas congeladas estão ganhando mais espaço à mesa dos brasileiros. Em tempos de crise, o crescimento do setor é consequência do combinado de necessidades: dinheiro e tempo. De um lado, refeições prontas e comidas congeladas, são itens que funcionam no dia a dia em busca de alimentos mais econômicos. Por outro lado, também há mais mulheres trabalhando fora, menos lares com empregada doméstica e uma demanda maior de praticidade no preparo das refeições.

Segundo pesquisa da Associação Paulista de Supermercados (APAS), realizada em parceria com as empresas Nielsen e Kantar Worldpanel, a frequência de idas ao supermercado caiu 4,3% em 2015, se comparado a 2013. Com foco em economizar, o consumidor tem sacrificado, não apenas a ida ao supermercado, mas também o entretenimento e lazer fora de casa, preferindo programações caseiras. Assim, a comida congelada teve o papel redefinido e, tem sido uma boa oportunidade para negócios.

De acordo com a Kantar Worldpanel, a categoria de alimentação congelada cresceu 24% em faturamento e 17% em volume na comparação de 2014 com 2013. O consumidor passa a optar por novos atributos como preço e promoção, praticidade e conveniência e só depois aparece a marca, o que facilita a entrada de novas empresas na atividade.

A pesquisa Nacional Fiesp/Ibope Brasil Food Trends 2020 revela que são 34% de consumidores brasileiros de alimentos que, de maneira geral, levam uma vida corrida, trabalham em tempo integral e dispõem de pouco tempo para cuidar da casa, dos filhos e da alimentação da família. Estes se dividem igualmente entre as classes sociais A, B e C.

São diversos os segmentos que estão surgindo a partir dessa tendência de comidas congeladas, entre os quais é possível destacar a procura de alimentos funcionais, os produtos sem adição de glúten e/ou lactose e o crescimento de uma nova geração de produtos naturais que estão se sobrepondo ao segmento de produtos orgânicos. Além dos mercados vegetarianos e veganos.

Nesse contexto entram os pratos prontos congelados e as franquias que apostam nessa categoria, imergindo como uma opção inovadora para o empreendedor em busca de oportunidades para investir.

O ritmo atribulado do cotidiano e aumento do poder aquisitivo do brasileiro, auxiliado pelas inovações de soluções e variedade de produtos das indústrias do setor, juntamente com o barateamento de equipamentos tecnológicos de aquecimento de alimentos, fez com que o volume da procura por pratos congelados no país continue aumentando.

Os clientes diretos dos produtos de uma fábrica de alimentos congelados, normalmente, são hiper e supermercadistas, comerciantes de menor porte “de bairro”, restaurantes, lanchonetes, bares. Já o consumidor final são os clientes e frequentadores destes estabelecimentos ou ainda de uma loja de comercialização própria da empresa.

Soma-se a isto o fenômeno da interiorização do consumo, isto é, as cidades interioranas tem crescido exponencialmente seu consumo em alimentação. Essa é uma realidade que percorre o Brasil, alcançando 70,3% de tudo que foi consumido pelos brasileiros em 2016, pouco acima de R$ 2,7 trilhões em gastos. Esta análise é resultado da compilação dos dados de potencial de consumo dos municípios do Interior dos Estados, em comparação com o consumo nas Capitais, usando informações do IPC Maps entre 2015 e 2016, feito pela empresa especializada em informações de mercado, a IPC Marketing Editora. Este estudo mostra que esse fenômeno não é novo, e que vem se evidenciando especialmente desde 2015, quando a movimentação do consumo fora das Capitais bateu os 70%. Atualmente, resta às capitais estaduais 29,72%(correspondendo a R$ 1,16 trilhões) da potencialidade de consumo no País, uma participação que há pouco tempo rendia mais da metade do consumo nacional.

Com a renda nas mãos do consumidor, os dados analisados pelo IPC Maps indicam não só que a movimentação de recursos evoluiu pelas cidades interioranas. O estudo indica que o cenário de consumo urbano do País será puxado pela classe B e que responde por 42,9% , com 23,1% dos domicílios urbanos. Em contrapartida, a classe média (classe C) que mantém os 47,9% dos domicílios brasileiros, movimenta 33,6% do consumo . A classe D/E permanece abrigando 26,6% dos domicílios, perfazendo os mesmos 10,2% do consumo de 2015, ou R$ 167 bilhões atualizados.

No topo da pirâmide, a classe alta (A) elevou sua participação: dos 13,4% do consumo, correspondendo a R$ 484,5 bilhões, conquistado por 2,4% dos domicílios.

Os reflexos participativos regionais praticamente não se alteraram. A liderança no consumo é marcada pelo Sudeste registrando uma participação com 49%. O Nordeste com 19%, o Centro-Oeste 8,4%, o Sul 17,6% e o Norte do País subiu para 6%, em 2016. A alimentação responde por 17% do consumo sendo 11,8% no domicílio e 5,2% fora dele e 1,2% com bebidas.

Fonte: Sebrae

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