Circulação e renovação de ar na Câmara Frigorífica

O ar é o meio transportador de calor da fruta e do calor que penetra pelas paredes, piso e teto da câmara para o fluído refrigerante no evaporador. A quantidade de calor a ser eliminada depende também da intensidade
respiratória das frutas e da abertura de portas. Por isso, a circulação de ar deve ser constantemente verificada, devendo deslocar-se na mesma direção que os corredores entre as pilhas dos bins.

A circulação do ar por convecção natural ou forçada deve ser suficiente para manter uma uniformidade razoável da temperatura e da umidade na câmara, devendo-se deixar espaço para permitir a descida do ar ao longo da parede oposta ao evaporador, para o seu regresso através das pilhas até o evaporador. O uso de lonas na parte superior da câmara, onde está sendo lançado todo o ar que irá circular pela câmara, protege as frutas nessa região, evitando a desidratação, o congelamento e a formação de gelo quando há queda de gotas de água dos bicos do umidificador.

Como o ar segue o caminho de menor resistência (curto-circuito), quando os espaços entre as pilhas forem irregulares, os maiores espaços admitem um maior volume de ar que os mais estreitos. Portanto, quando certas passagens estiverem parcialmente obstruídas, formam-se zonas de ar parado com elevação da temperatura nesses locais. A medição da velocidade do ar pode ser feita com anemômetro de pás logo acima da superfície das frutas dentro do bin.

Quando se utiliza a própria câmara frigorífica para resfriar as frutas, deve-se utilizar os forçadores em alta velocidade de 3,0 a 4,0 m/s ou estabelecer uma relação de 50 a 60 vezes o volume da câmara por hora. Já durante o armazenamento, deve-se utilizar os forçadores com baixa rotação, proporcionando uma velocidade do ar de 0,2 m/s entre os bins desejáveis ou uma relação que corresponde à metade da proporcionada na alta velocidade. Para isso, é fundamental o dimensionamento correto dos forçadores, bem como o tamanho do evaporador em relação à quantidade de calor a eliminar, para a manutenção de temperaturas baixas e constantes e evitar a variação de umidade relativa na câmara.

Renovação do ar

A renovação de ar em câmaras frigoríficas é uma prática recomendável durante o armazenamento refrigerado. No caso da maçã ‘Fuji’, a renovação do ar reduz a concentração de CO2, que numa concentração de 1% durante um longo período pode causar a degenerescência da polpa. Tal prática também reduz a concentração de alfa-farneseno, que, nas maçãs ‘Fuji’ e ‘Granny Smith’, entre outras, pode causar escaldadura.

A renovação do ar com a finalidade de retirar etileno tem pouco efeito sobre a conservação de maçãs, tendo em vista que mesmo com a renovação do ar a concentração de etileno fica próxima ou superior a 10 ppm, que é uma dose que apresenta um efeito próximo ao máximo sobre a aceleração do metabolismo da maioria das cultivares de maçã. A queima catalítica de etileno também não é viável, durante o armazenamento, refrigerado em virtude da alta síntese desse gás na presença do alto teor de oxigênio do ar atmosférico.

Quando se introduz ar exterior numa câmara frigorífica, ele deve ser direcionado diretamente para o evaporador, a fim de se evitar condensação de água na superfície das frutas.

 

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